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terça-feira, 30 de agosto de 2011

MARIA DE TODOS OS TEMPOS




      Maria de Todos os Tempos














Maria de Todos os Tempos

Tantas Marias
Tantas Sem nome
Tantas amadas, desamadas
Quantas sem igual
Se todas esse nome tivera
Para nós, poetas, seria mais fácil
De traduzi-las num verso.
Quando belas no mais belo de seus nomes

Um batalhão, uma legião
Caminhantes em pés nus, vestidos.
Lá se vão as Marias de tantos nomes
E tantas outras.

Leonardo de Souza Dutra

ENTRE TANTAS


ENTRE TANTAS

Se entre tantas foras achada
Não caminhavas assim solitária,
Mas se entre elas procurares o belo
Não acharíamos entre tantas jamais.
                                     
Pois em orvalho posto aos lábios teus
Se fez em riso...

Onde houvera pranto, uma mão solidária
Te socorreu.
E agora entre tantas
Já não te encontras mais.

Leonardo de Souza Dutra
                                   
        

CONSUMIR EM INSTANTES


Consumir em Instantes


Em meio à turba infame
Ensandecida
Que de gritos retumbantes
Consumindo em instantes o que a arte recria.

São estes que sem o lenitivo
Sem corpos e vidas vadias
Vão se fincando ao chão
Já sem glória.

Paira uma tênue esperança
Quase sem vida foi-se minada
Pela loucura desvairada
Daqueles que não soube te amar.

Vem deita-me em lírios
Pois sem o brilho dos teus olhos
Já se vão
Me faz acalmar.


Leonardo de Souza Dutra

CONFLITO DE AMAR


CONFLITO DE AMAR

Sei de tudo que naquela noite
Nós nos encontrávamos,
Tu do meu lado
Eu do teu
Quase calado
Colado meus lábios
Aos lábios fugidos teus.

Sei de tudo que naquela noite amena
Nos encontramos em vasto tempo
Hoje presente
Tu do meu lado calada
Eu do teu inquieto

Era o silêncio nosso interlocutor
Quase colado meus lábios aos teus
No pensamento ficara o desejo
De querer concretizar
Vontade minha,

Sei de tudo...

E agora busco no pensamento
Lembrar o que não falamos.


Leonardo de Souza Dutra