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quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Alma fria



 

            



           

               Alma fria

Quero abraçar aquela noite fria
E d’ela me aquecer
Afogando em doces mágoas
Um olhar que se foi.

E em cada pétala
Que sucumbe ao desencanto
Vou me embriagar
Desses antigos desejos.

Vem assim,
Gélida alma fria
Faminta de mim
Pois em noites de agonia
Entristecida encontra-se
Sobre tua sombra
Não mais se assombra
Viver em agonia.

Leonardo de Souza Dutra