Se por longas estradas caminho,
Vou deixando as margens, sozinho.
São sonhos que hoje já não são mais.
E se vivo apenas da caminhada,
Em teus braços busco, amada,
O sorriso que em mim não existe mais.
Se sigo em passos sonoros,
É porque em mim ainda cantam teus ais.
Mas hoje, errante, caminho:
Meus pés já não te seguem mais.
Leonardo de Souza Dutra
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