Sou da terra da seca,
onde a sede se mata devagar,
de gole em gole,
tomando água da quartinha
como quem recita uma poesia,
tirando da garganta a poeira.
onde a sede se mata devagar,
de gole em gole,
tomando água da quartinha
como quem recita uma poesia,
tirando da garganta a poeira.
Nessa longa curva da estrada,
os olhos vão se apertando
para poder enxergar.
E se em cada galho seco, quebrado,
minha sina depositar,
serei a canção dessa lida
que, em calos, me faz brotar.
E como insisto na vivência,
broto na sequidão.
Minha sede vou matando,
amansando a devastação.
Leonardo de Souza Dutra
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