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sábado, 27 de junho de 2026

Sou da Terra da Sequidão


Sou da terra da seca,
onde a sede se mata devagar,
de gole em gole,
tomando água da quartinha
como quem recita uma poesia,
tirando da garganta a poeira.

Nessa longa curva da estrada,
os olhos vão se apertando
para poder enxergar.

E se em cada galho seco, quebrado,
minha sina depositar,
serei a canção dessa lida
que, em calos, me faz brotar.

E como insisto na vivência,
broto na sequidão.
Minha sede vou matando,
amansando a devastação.

Leonardo de Souza Dutra 

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