Páginas

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

SINFONIA PARA DIZER QUE SEMPRE TE AMEI




          Viemos de dois mundos
          Diferentes não na forma,
          Reside apenas no tempo.

          O teu cálido por certo
          A mostrar teu dom de encantar.

          O meu incerto na busca
          De te buscar

          O teu soava para mim como
          Que aurora despertando o canto da guriatã.

          O meu tépido, sombrio
          Calado a escutar o teu,
          
          O teu em brilho
          Que ao sol
          Ofusca-lhe a beleza

          O meu assim pardo sem teto
          E em mil lágrimas se fazia.

          Assim teu mundo foi se chegando
          Como cada amanhecer.
          No entardecer
          Sempre estava a espreitar.

          E para dizer que te amo
          Escrevi essa sinfonia
          Que nesse desencanto
          Pudera assim repousar?
          
          Devo dizer mais uma vez
          Antes que a última nota venha a se perder
          Mostre-me esse teu corpo
          Como parte de tudo aquilo que me é estranho ainda.
          Sonora me venhas
          Mesmo em sonhos
          Se eu sonhar.


Leonardo de Souza Dutra                  

POEMA EM DUAS MÃOS

Resumo:
Este poema teve a sua gênese em uma brincadeira, pois a idéia era cada um colacar uma verso, tomando como tema a FOLHA DESPRENDIDA DE UMA ÁRVORE. E assim foi criado. Um forte amplexo ao meu grande amigo Poeta Roni Evencio de Araújo, cúmplice no amor da última FLOR DO LÁCIO.

Poema em Duas Mãos

 
A folha
Do galho
Ao Chão,

Que parte
Rumo ao nada
Sou eu
Você...

Farfalha
A folha
Ao vento,
E no alento
Da voz
Que gargalha
A folha
Se espalha
Com o sol
No firmamento

Leonardo de Souza Dutra