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domingo, 9 de junho de 2013

GÊNESE



                        






                          GÊNESE

                        Faça-se  luz!
                        E houve luz...
                        Surgem os sinais de vida
                        E a vida tornou-se viva
                        Ativa crescente.
                        No mundo,
                        Coração
                        Gente
                        Que vai
                        Que vem
                        Esquecida.
                        Gênese
                        Que acordou
                        O homem
                        Do sono
                        Eterno,
                        Fazendo-o
                        Ativo
                        Livre
                        Prisioneiro.


Leonardo de Souza Dutra

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

A CERCA EM TUA PORTA



 









A CERCA EM TUA PORTA

A cerca que cerca o gado
É a mesma que cerca a seca
Do chão cascalho grilhão
Vai domando a mão
De uma gente que campeia.

É a seca que cerca a vida
Minando a alma sofrida
Desse cercado
Desesperança...
Se mantendo sozinho
Caminhando seu caminho
Sem ter a certeza da volta.

Cerca de teu corpo a mostra
A morte te diz baixinho:
É hoje que porta entorta.

São cercas que cercam a lida
Da labuta não se esgota
É a luta
Que te multa
Cobrando a cerca que cerca a seca
Em tua porta.

Leonardo de Souza Dutra

sábado, 12 de janeiro de 2013

MINHA MASMORRA













      MINHA MASMORRA


Não quero viver assim em olhos aflitos
Preciso sonhar
O teu sonho infinito,
Pois sempre hei
De sonhar um sonho perdido.

E que este desejo maldito
Me leve ao suplício
Das masmorras de meus gritos
Preciso sonhar esse sonho desdito.

E que dele me veja bendito
Do dizer o que você nunca teve a coragem
De dizer o que não houvera dito
Terei sim que sonhar
Um sonho perdido
Mas que nunca desistido.


Leonardo de Souza Dutra

SOBRE A PEDRA FRIA









SOBRE A PEDRA FRIA

Quero debruçar-me
Sobre a rude Pedra Fria
Que embrutece o corpo
Desgastando a alma
Fazendo árido coração.

Fazê-la rolar
Por todo espaço pretendido
Que tinge a razão humana
Acorrentada a este ser que rasteja.

Faze-me de Diógenes o desejo
De em s'iluminar
Como lanterna da sabedoria
Afugentando a pedra fria
Desse corpo gélido
Que agora agonia.

Leonardo de Souza Dutra

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Momentos


    








                   Momentos

Vou me lembrar
De todos os momentos que nunca tivemos
Que mesmo  embebido de desejos
Não puderam ser encontrados
E loucamente me foram de você.
        
      Mas que sempre estivera aqui
      Bem dentro dos meus pensares
      E de muitos pesares
      Chorarei tristemente.

             Lembrarei de você
             Pois os loucos momentos não vividos
             Serão sempre assim
             Um desejo de ter-te
             Naqueles momentos que não vivemos.



Leonardo de Souza Dutra

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Meu cantar


      







          Meu cantar

Tenho na mão um pássaro
Que preso canta sua lamentação.
De homens sem alma,
Que ferem na terra
Até mesmo a mais bela emoção,
Do canto de um pássaro preso
Que canta seu canto vão.



Leonardo de Souza Dutra

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

PASSOS NA AREIA



      


          









        PASSOS NA AREIA

Vou assim construindo meus passos,
Deixando-os marcados na areia
Como quem vai desenhando a vida
Na Pedra Bruta do tempo,
Assinalando sua presença no mundo.

Serei levado a lugares que nunca antes estive
Meus pés me conduzirão
E nesse caminhar
Que sejam assim
Leves, livres e contínuos...
Para que sempre estejam ali
Meus passos marcados
Nas densas areias do tempo.

Leonardo de Souza Dutra