Queria de ela
Dizer assim:
Amar-te na morte,
Morrer d'amor
É festa no festim
Da brasa em corpo.
Taça
Que brinda o afago
Do teu corpo em mim.
Leonardo de Souza Dutra
Queria de ela
Dizer assim:
Amar-te na morte,
Morrer d'amor
É festa no festim
Da brasa em corpo.
Taça
Que brinda o afago
Do teu corpo em mim.
Leonardo de Souza Dutra
Somos o tempo que passa
Que se forma
no caminho
Deixando seu
rastro a cada passo
Mesmo
caminhando sozinho
Somos assim
a sorte lançada
Dessa vida
desgarrada
Que se mata
em solidão
Vamos
assim...
Sentido na
pele molhada
A loucura
desvairada
De uma sede
alucinada
Do olhar
triste vastidão
Somos o
tempo que passa
Mesmo diante
da sorte
Lançados na vida sem norte
Nesse olhar vastidão.
Leonardo de Souza Dutra
Já vive a vida do
sertão
A dura sorte,
Onde a morte enfrenta
a vida
E a vida enfrenta a
morte
Tendo minhas mãos
calejadas
Corpo arrastando ao
chão
Alvorada sempre vejo
Orvalho molhar o chão
Passarada no arvoredo
Canto que me faz
pesar
Pensar da vida e
morte
Luta brava de titãs
Sou eu nesta estrada
poeira
Moribundo coração
No palco duro da lida
Navego meu mar sem
fim
Vou em nau desses
sonhos
Sonhar por dias que
podem vir...
Já vive do sertão
A dura sorte
Onde já venci a vida
Onde já vive a morte.
Leonardo de Souza Dutra
Leonardo de Souza Dutra
Leonardo de Souza Dutra
Goteja
lá fora a chuva fria
Goteja aqui dentro meu coração
É fria a chuva lá fora
Está com frio meu coração.
Olho através da janela alguém que passa
Vejo seus passos molhados
Molhando o asfalto,
É sério confirmo seu caminhar
Lá se foi mais um passante
Não o conheço
Não perguntei seu nome.
Deixando apenas seus passos molhados no
asfalto.
Volto a mim mesmo
Estranho pensar em você
Quando chove lá fora.
Me projeto como uma gota perdida entre tantas outras.
Filosofar é tedioso nesse momento
Quando vejo a chuva lá fora
Aqui dentro não há diferença.
E vamos nós como chuva, levados
Nessa nuvem densa
Que dança ao som de um rítimo
cadenciado.
Leonardo de Souza Dutra
Leonardo de Souza Dutra